CONTRASTES…
Diocese de Assis
Em meio aos inúmeros contrastes que evidenciam as contradições da vida humana, um dos contrastes que merece destaque é aquele percebido no comportamento dos injustos e dos justos. São pensamentos e posturas diametralmente opostas que determinam o bem e o mal de cada um, não nos resultados imediatos das ações, mas, ao longo da vida. Vamos tomar o livro dos Provérbios da Bíblia para nos ajudar!
A FILOSOFIA DE VIDA DOS INJUSTOS (Pr 1,16-2,1.10.12-14.10-20)
Com gestos e palavras, os injustos invocam a morte para si mesmos. Raciocinando de forma errada, eles comentam entre si: “Nossa vida é curta e triste: quando chega o fim, não há remédio, e não se conhece ninguém que tenha voltado do mundo dos mortos.
Vamos embriagar-nos com os melhores vinhos e perfumes, e não deixar que a flor da primavera escape de nós. Vamos coroar-nos com botões de rosa, antes que murchem. Que nenhum de nós fique fora de nossas orgias.
Vamos oprimir o pobre inocente e não vamos poupar as viúvas, nem respeitar os cabelos brancos do ancião.
Vamos armar ciladas para o justo, porque ele nos incomoda e se opõe às nossas ações. Ele declara ter o conhecimento de Deus, e se diz filho do Senhor. Ele se tornou uma condenação para os nossos pensamentos, e somente vê-lo já é coisa insuportável.
Vejamos se é verdadeiro o que ele diz, e comprovemos o que lhe vai acontecer no fim. Se o justo é filho de Deus, Deus cuidará dele e o livrará da mão dos seus adversários.
Vamos prová-lo com insultos e torturas, para verificar a sua serenidade e examinar a sua resistência. Vamos condená-lo a sofrer morte vergonhosa, porque ele mesmo diz que não lhe faltará socorro”.
A CONVICÇÃO DOS SÁBIOS (Pr 2,21-24; 3,1-8)
Eles pensam assim, porém, estão enganados, porque a maldade deles os deixa cegos. Não conhecem os segredos de Deus, não esperam o pagamento pela santidade, nem acreditam na recompensa das vidas puras. Sim, Deus criou o homem para ser incorruptível e o fez à imagem da sua própria natureza. Mas, pela inveja do diabo, entrou no mundo a morte, que é experimentada por aqueles que pertencem a ele.
A vida dos justos, ao contrário, está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos, aqueles pareciam ter morrido, e o seu fim foi considerado como desgraça.
Os insensatos pensavam que a partida dos justos do nosso meio era um aniquilamento, mas agora estão na paz. As pessoas pensavam que os justos estavam cumprindo uma pena, mas esperavam a imortalidade.
Por uma breve pena receberão grandes benefícios, porque Deus os provou e os encontrou dignos dele. Deus examinou-os como ouro no crisol, e os aceitou como holocausto perfeito. No dia do julgamento, eles resplandecerão, correndo como fagulhas no meio da palha. Eles governarão as nações, submeterão os povos (….).
No tempo do “Ctrl C” e “Ctrl V” em que todo mundo copia e cola textos para compor seus trabalhos, fazer pesquisas, obter informações e material escrito… que tal copiar e colar, também, a maneira de viver dos sábios. Isso não só dá potência para os atos, mas preserva a vida do mal e garante a verdadeira felicidade.
O poder dos maus e dos injustos só prospera mediante a omissão de quem deve fazer o bem. Mas, como o bom é, também, sábio, não deixemos prosperar o mal.
Viva a sabedoria!
Pe. Edvaldo Pereira dos Santos