Cortisol em alta? Seu corpo pode estar pagando a conta do seu emocional
No Dia Mundial da Saúde, psiquiatra explica como as emoções mal gerenciadas podem causar reflexos negativos no corpo e até doenças crônicas

Foto: Freepik/ Divulgação
Se o seu corpo anda reclamando sem motivo aparente, talvez seja a hora de prestar atenção no que sua mente está tentando dizer
Você já sentiu dores de cabeça constantes, cansaço inexplicável, insônia ou problemas digestivos sem explicações aparentes? Se a resposta for positiva é preciso atenção, pois seu corpo pode estar tentando avisar que algo não vai bem e a origem de tudo pode estar na sua mente. O alerta é reforçado neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, pelo médico Nilton Souza, psiquiatra da Hapvida. E serve como um convite para lembrar que cuidar da saúde mental não pode ser considerado um luxo, mas sim uma necessidade e o primeiro passo para uma vida mais saudável e equilibrada a qualquer pessoa.
Isso ocorre porque a conexão entre emoções e saúde física é mais forte do que imaginamos e, quando a mente não vai bem, o corpo encontra formas de avisar.
“A mente e o corpo estão intimamente conectados. Quando estamos estressados, ansiosos ou tristes, o cérebro libera hormônios como o cortisol, também conhecido como hormônio do estresse, que, em excesso, pode levar a aumento da pressão arterial, tensão muscular, alterações no sono e até problemas digestivos”, afirma Souza.
Em alerta
Os sinais de alerta podem aparecer de diversas formas: cansaço extremo, dores musculares, alteração no apetite, queda de cabelo e até problemas de pele. Segundo o especialista, esse fenômeno acontece porque o estresse prolongado pode enfraquecer o sistema imunológico e até prejudicar a regeneração celular.
“Isso pode tornar o corpo mais vulnerável a infecções, inflamações e até a doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Assim como pode também ocasionar dores musculares e articulares, levando a condições como a fibromialgia”, alerta.
Transtornos como ansiedade e depressão são frequentemente confundidos com doenças físicas, relata o médico. Fadiga persistente, dores no peito e dificuldades respiratórias podem levar as pessoas a buscarem pronto-atendimentos e clínicos, quando o problema, na verdade, pode estar na saúde psíquica.
“Muitos pacientes passam até meses investigando sintomas físicos sem obter respostas, quando o tratamento mais adequado seria focado no bem-estar emocional”, explica Souza.
A rotina acelerada e a hiperconectividade são outros fatores que fazem com que as pessoas se sintam constantemente sobrecarregadas e estressadas, sem tempo para descansar ou se desconectar.
“A constante exposição às redes sociais também pode aumentar a sensação de inadequação e sobrecarga emocional. Isso tudo pode acarretar níveis elevados de cortisol, que afetam tanto a saúde mental quanto a física, gerando sintomas como insônia, ansiedade, dores de cabeça, falta de concentração e problemas digestivos”, destaca o psiquiatra.
Prevenção
Homens e mulheres, no entanto, reagem de formas diferentes ao estresse. Enquanto as mulheres tendem a manifestar mais sintomas emocionais e a procurar ajuda, os homens geralmente apresentam sintomas físicos, como dores musculares e problemas cardíacos, e muitas vezes negligenciam o cuidado com a saúde mental.
Diante desse cenário, a prevenção e o equilíbrio são fundamentais.
“Precisamos olhar para a saúde de forma integrada. Assim como procuramos um médico para tratar uma dor física, também devemos buscar ajuda para lidar com emoções difíceis. Hábitos simples, como praticar exercícios físicos regularmente, meditar, ter uma alimentação balanceada, manter boas relações sociais e tirar um tempo para o lazer e relaxamento também podem fortalecer a saúde mental e prevenir problemas físicos”, reitera o médico da Hapvida.