CPP propõe enfrentamento à violência no Agosto Lilás

Uma pesquisa conduzida pelo CPP – Centro do Professorado Paulista – com profissionais da educação de todo o Estado de SP mostrou que 43,9% deles já presenciaram ou tiveram conhecimento de episódios de violência de gênero no ambiente de trabalho.
Comentários desrespeitosos, constrangimentos, tratamento desigual entre homens e mulheres são algumas das situações relatadas.

Segundo Ana Carolina Costa, advogada do Centro do Professorado Paulista, além disso, há o crescimento de episódios de violência digital contra professoras. O uso de Inteligência Artificial para a criação de imagens e vídeos falsos, geralmente de cunho sexual, “figurinhas” ofensivas, tudo isso tem exposto professoras a situações de constrangimento que ultrapassam os limites da escola, ampliando o alcance e os impactos dessa violência.

Infelizmente, muitas educadoras convivem diariamente com essa realidade que passou, inclusive, a ser normalizada. Mulheres são maioria dentre os profissionais da Educação e o enfrentamento à violência de gênero precisa também incluir o ambiente escolar.

Para o CPP, o Agosto Lilás é uma oportunidade para ampliar esse debate, reconhecendo que o problema afeta milhares de profissionais da educação. “Proteger as mulheres que atuam nas escolas significa fortalecer o ambiente educacional, valorizar a carreira docente e garantir condições dignas para o exercício da profissão”, afirma professor Silvio dos Santos Martins, presidente do CPP.