Estimulação cognitiva contribui para o envelhecimento saudável
No mês de outubro, comemora-se o Dia Nacional da Pessoa Idosa. A data, chama atenção para saúde e bem estar dessa faixa etária que aumentou no Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que houve um aumento de 11,3% para 16,6%.
Quando falamos em envelhecimento saudável, precisamos compreender que não basta viver mais anos. É fundamental viver esses anos com autonomia, independência, participação social e capacidade de tomar decisões sobre a própria vida.
Segundo Erica Oliveira, especialista em estimulação cognitiva e franqueada do método Supera, nesse contexto, “a estimulação cognitiva desempenha um papel importante, porque nosso cérebro participa de praticamente todas as atividades cotidianas: desde lembrar um compromisso e organizar as tarefas domésticas até administrar as finanças, aprender uma nova habilidade ou resolver situações inesperadas”.
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), recebeu um respaldo científico com o Estudo Supera. Foram 207 participantes idosos, 18 meses de intervenção e 72 sessões semanais. A pesquisa identificou benefícios em indicadores de memória, funções executivas, cognição global e percepção do próprio funcionamento cognitivo, em comparação com grupos de controle.
“Esses resultados reforçam a importância de oferecer oportunidades contínuas de aprendizagem e estimulação cognitiva durante o envelhecimento”. De acordo com a Erica, o objetivo não é simplesmente acertar exercícios ou melhorar a pontuação em jogos. “É estimular habilidades que tenham significado na vida cotidiana, como atenção, memória, raciocínio, planejamento, flexibilidade mental e tomada de decisões”, destaca.
A longevidade não deve ser medida apenas pelos anos que acrescentamos à vida, mas também pela qualidade de vida que conseguimos preservar ao longo desses anos. “Portanto, estimular o cérebro é também investir na qualidade de vida, na autoconfiança e na possibilidade de continuar participando ativamente da sociedade”, finaliza.