Gripe: vacinação anual reduz riscos de contágio e complicações
O vírus da influenza pode causar quadros graves em idosos, crianças, gestantes e pessoas portadoras de doenças crônicas e/ou com baixa imunidade

Foto: Wynitow Butenas/Hospital Pequeno Príncipe |
Curitiba, 2 de abril de 2025 – De acordo com o último boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a circulação dos vírus respiratórios deve aumentar nas próximas semanas. Com isso, casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e quadros gripais (influenza) podem ter uma maior incidência e causar sintomas e complicações graves, principalmente em idosos, crianças, gestantes e pessoas portadoras de doenças crônicas e/ou com baixa imunidade.
Por isso, o Pequeno Príncipe, maior e mais completo hospital pediátrico do país, reforça a importância da vacinação anual contra a gripe, pois o vírus sofre mutações constantes e a vacina é atualizada a cada temporada. Além disso, os níveis de anticorpos no organismo diminuem de um ano para o outro, o que reforça a necessidade da aplicação de doses anuais e garantir a eficácia da imunização.
Em 2025, a campanha de vacinação contra a gripe para grupos prioritários inicia no dia 7 de abril, mas, em razão do aumento de casos respiratórios, vários estados estão adiantando o início da imunização. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é vacinar 90% dos grupos prioritários.
Quais os sintomas da gripe?
A gripe é uma infecção viral que pode ser causada por diferentes tipos de influenza. Altamente contagiosa, ela afeta o sistema respiratório, com risco de complicações para vias aéreas inferiores. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Febre;
- Obstrução nasal;
- Secreção mucopurulenta;
- Tosse;
- Dores musculares;
- Dor de garganta;
Quando vacinar contra a gripe?
A proteção completa contra o vírus da influenza, após a aplicação da vacina, ocorre de duas a três semanas. Por isso é importante receber o imunizante antes do início do inverno. No Brasil, a vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos prioritários.
Já no Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, o imunizante pode ser aplicado em todas as faixas etárias a partir dos 6 meses. A vacina disponível é a quadrivalente, ou seja, oferece proteção contra quatro tipos de cepas do vírus da influenza em circulação.
Pessoas acima de 60 anos apresentam mais risco de complicações respiratórias, hospitalização e até óbito. Também está disponível, atualmente na rede privada, a vacina contra a gripe Efluelda (Sanofi), com maior concentração. O uso é indicado preferencialmente para pessoas com 60 anos ou mais, conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Crianças que vão imunizar-se pela primeira vez (primovacinação) deverão receber duas doses, com um intervalo de 30 dias. Já as que se vacinaram em anos anteriores devem tomar somente a dose anual.
“Quando atingimos 95% de adesão da cobertura vacinal, é quando alcançamos a chamada proteção de rebanho. Assim, quanto mais pessoas estiverem imunizadas, menor é a transmissão do vírus da gripe”, explica a médica e coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloisa Ihle Garcia Giamberardino.
Grupos prioritários da vacinação contra a gripe no SUS:
- Pessoas com 60 anos ou mais;
- Crianças de 6 meses a 5 anos;
- Gestantes;
- Puérperas;
- Trabalhadores da Saúde;
- Professores dos ensinos básico e superior;
- Povos indígenas;
- Pessoas em situação de rua;
- Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
- Profissionais das Forças Armadas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
- Trabalhadores portuários;
- Funcionários do sistema de privação de liberdade;
- População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).