Outubro Prateado: musculação ganha espaço entre pessoas 60+
| Exercícios físicos ajudam na qualidade de vida (Magnific) |
| Manter força, equilíbrio e mobilidade ganha cada vez mais importância à medida que a população brasileira envelhece. Segundo o Ministério da Saúde, o país tem cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, cenário que amplia a atenção para a qualidade de vida nessa fase.
Durante o Outubro Prateado, campanha de conscientização sobre o envelhecimento saudável, a prática de exercícios ganha destaque como aliada para preservar a independência e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Esse movimento também chega às academias: pessoas com mais de 60 anos já representam cerca de 7% dos alunos ativos nas academias brasileiras, segundo a Tecnofit, empresa especializada em sistemas de gestão. Na prática, a musculação pode ajudar a preservar capacidades que muitas vezes passam despercebidas até começarem a ser comprometidas, como levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar compras ou caminhar com segurança. O treino de força contribui para a manutenção da massa e da força muscular, fatores diretamente relacionados à independência funcional. “Quando falamos em musculação para a pessoa idosa, não estamos falando apenas em ganhar músculos. Estamos falando em manter a capacidade de fazer as coisas sozinha. Ter força para levantar, caminhar, carregar um objeto ou recuperar o equilíbrio pode fazer uma grande diferença na autonomia”, explica Cleiton de Castro, educador físico e CEO da Trend The Wellness Club. Para quem nunca treinou ou está há muito tempo parado, no entanto, começar não significa simplesmente repetir o treino de uma pessoa mais experiente. A recomendação é que a atividade seja adaptada à condição física, ao histórico de saúde e às limitações de cada indivíduo, com progressão gradual das cargas e dos movimentos. “Um dos principais erros é achar que o idoso precisa treinar necessariamente com cargas muito leves ou evitar a musculação. O que precisa existir é uma prescrição adequada. Antes de definir exercícios e cargas, é importante entender o histórico daquela pessoa. A partir daí, o profissional consegue construir uma evolução segura”, afirma Cleiton. Outro ponto importante é que o objetivo do treino não deve ser apenas aumentar a massa muscular, mas trabalhar capacidades que têm impacto direto na rotina, como força, equilíbrio e mobilidade. Para o educador físico, essa mudança de perspectiva é fundamental para que o exercício seja encarado como parte do cuidado com o envelhecimento. |