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Santa Casa realiza sua primeira cirurgia cardíaca de alta complexidade

 

 

A Santa Casa realizou sua primeira cirurgia cardíaca de alta complexidade no dia 14, para o implante emergencial de um marcapasso em um paciente que corria risco de morte e, no entanto está de volta a um estado de saúde ativa, podendo ter uma vida normal, de acordo com a avaliação da equipe médica que realizou a intervenção.

Em números atualizados, conforme os dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em 2021, até a data da cirurgia, já foram registradas 14.757 mortes, com mais de 1.100 por dia, cerca de 46 por hora, 1 morte a cada um minuto e meio.

As doenças cardiovasculares causam o dobro de mortes que aquelas devidas a todos os tipos de câncer juntos. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que, ao final deste ano, aproximadamente 400 mil cidadãos brasileiros morrerão por doenças do coração e da circulação. Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas ou postergadas com cuidados preventivos e medidas terapêuticas.

De acordo com cirurgião cardiovascular da Santa Casa, Ricardo Fabian Gonzalez Fiandro, esta primeira cirurgia marca um dia especial para a cardiologia do hospital. Ele relata que foi realizado o implante de um marcapasso com um quadro de bloqueio atrioventricular total.

“O paciente não teria condições de sair do hospital sem o dispositivo. Até hoje, todos os pacientes eram encaminhados para outras cidades onde o procedimento pudesse ser realizado. Estamos dando um passo gigante para nossa cardiologia e para a saúde da nossa cidade em prover para nossos cidadãos esse benefício”, comentou o cardiologista.

O médico cardiologista intervencionista Freddy A. Brito Moscoso também celebra que a primeira cirurgia cardíaca da Santa Casa abre caminho para mais opções de tratamento aos pacientes com doenças do coração. “Me sinto muito contente de ser parte deste momento histórico para o serviço de cardiologia da Santa Casa de Assis”, afirma.

Bruno D. Ferrari, que também integrou a equipe médica, lembra da situação de emergência do paciente, cuja intervenção fez diferença entre a vida e a morte. “Tivemos um caso de um paciente extremamente grave, necessitando de uma cirurgia cardíaca e a nossa equipe realizou o procedimento para salvar a vida desse paciente.”, comemora.

Para a primeira cirurgia cardíaca da Santa Casa de Assis, a equipe foi composta pelo doutor Ricardo Fabian Gonzalez Fiandro e pelos médicos que compõem a equipe de cirurgias cardíacas do hospital, os doutores Rômulo César A. Bonini, José Viera Zarate, Bruno D. Ferrari e Freddy A. Brito Moscoso, anestesista, Dr. Victor Antônio de Mendonça, enfermeira Fernanda Caroline Correia Sousa, enfermeira Silvana Aparecida Barizon dos Santos e o técnico de enfermagem Gustavo Pícolo Costa.

Sistema Único de Saúde (SUS) – O início das cirurgias cardíacas na Santa Casa de Assis é um grande passo também para a melhoria do atendimento pelo SUS, visto que após implantado e com o início dos atendimentos, a Organização Hospitalar passa a ter condições para pleitear no Ministério da Saúde o credenciamento do serviço no SUS, a exemplo do recém implantado serviço de Hemodinâmica, para exames de cateterismo, angioplastia e arteriografias, que já tem processo de credenciamento iniciado junto ao Ministério da Saúde. A implantação de um serviço é o primeiro passo para obtenção de credenciamento pelo SUS, já que o Sistema exige uma série histórica de atendimentos.