SP ultrapassa 15 mil estagiários em programa inédito de bolsas para alunos do ensino técnico do Estado
Programa da Educação que oferece vagas a estudantes das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio está com inscrições abertas; ex-estagiários e hoje universitários do Provão Paulista incentivam participação de colegas

| A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) ultrapassou o número de 15 mil estagiários do BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), o programa inédito do Governo do Estado que encaminha estudantes do ensino técnico para a primeira experiência profissional na área de formação. Neste momento, são 2.856 vagas abertas. A expectativa é somar, até o fim deste ano, 30 mil estagiários do BEEM.
Por meio do programa, os alunos são contratados por empresas parceiras do programa e as bolsas são pagas pela Educação por seis meses com bolsas que podem chegar a R$ 883,66. Entre os alunos que passaram pelo programa e hoje já estão no ensino superior após aprovação por meio do Provão Paulista estão Fernando Iurko Garcia, de 18 anos de idade, e Luana Soares Ferreira, de 19 anos de idade. Eles se formaram com dupla certificação — Ensino Médio e técnico — na Escola Estadual Leopoldo Santana, localizada no Capão Redondo, na zona sul da capital. Fernando fez o curso técnico em logística e passou pelo estágio do BEEM em uma empresa de peças automotivas. “Eu checava a qualidade das peças e usava o que aprendi na aula. Foi bom porque aprendi como funciona o sistema de uma empresa e isso também facilitava em algumas coisas na escola”, conta. Ele permaneceu os seis meses no estágio e destaca o acolhimento da equipe. “As pessoas tiveram bastante paciência comigo”. Com a bolsa do estágio, ajudava em casa e usava para despesas pessoais. Para ele, a experiência foi a porta de entrada para o mundo do trabalho. “Foi minha primeira experiência, foi importante”, diz o aluno. Técnica em administração, Luana estagiou em uma empresa do setor de máquinas de café. “Eu fazia de tudo um pouco, cuidava de contratos e ajudava no que fosse preciso, sempre na área administrativa”, relata. Assim como Fernando, ela destaca a aplicação prática do que aprendia em sala: “Vi muita coisa que aprendi no curso dentro da empresa”. A bolsa teve impacto direto na organização financeira da estudante. “Ajudou bastante em casa e me deu independência. Passei a cuidar das minhas coisas com o meu próprio dinheiro”, conta. |








