Tecnologia e inteligência reforçam fiscalização do Detran-SP a despachantes e vistoriadores
Monitoramento de informações, imagens e documentos inseridos em sistemas permitem a detecção e a prevenção de fraudes

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| São Paulo, 10 de novembro de 2025 – Uma empresa de vistoria inseriu em um laudo a fotografia de um jipe a céu aberto, próximo a um gramado. Sem qualquer menção a “vistoria móvel”, como são chamadas as perícias feitas fora da empresa credenciada, a imagem chamou a atenção do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). A equipe de fiscalização encontrou outras inconsistências com potencial de levar a vistoriadora a responder a processo administrativo por inserção de dados falsos em sistema público (artigo 313 A do Código Penal), com pena de multa e reclusão de um a quatro anos.
O caso ilustra um tipo de ação cada vez mais frequente no Detran-SP: a fiscalização remota a credenciados, apoiada na análise preditiva e no cruzamento de dados. Iniciada com as empresas de vistoria, a fiscalização remota abrange também os despachantes, e, em breve, os peritos. Sem a necessidade de deslocamento e com apoio da tecnologia, a modalidade permite a apuração de um número cada vez maior de informações e ocorrências, combatendo fraudes e elevando a qualidade dos serviços. Os dois grupos de agentes regulados, isto é, de profissionais e estabelecimentos autorizados a atuar em nome do Detran-SP, foram escolhidos para iniciar a fiscalização remota por terem atividades baseadas em sistemas digitais, com operações passíveis de rastreabilidade. Os despachantes realizam processos digitais de registro e licenciamento, inserindo documentos em sistema. Já as vistoriadoras, além de fornecer informações por escrito na plataforma do Detran-SP, geram registros fotográficos e de vídeo: tanto as fotos feitas pelos funcionários quanto as imagens das câmeras instaladas em seu interior, com visão panorâmica da área de vistoria dos veículos. Feitas ao vivo, as filmagens ficam armazenadas por cinco anos. Afora exceções, como quando o veículo pesa mais de dez toneladas, a maior parte deve ser vistoriada dentro de uma empresa credenciada do ramo. O time de fiscalização compartilha as conclusões com a área de processamento sancionatório, que pode abrir um processo administrativo contra o credenciado. Quando a situação requer, o caso também é encaminhado a autoridades competentes para o devido processo legal. “Antes de iniciarmos a fiscalização remota, o modelo de operação era totalmente presencial, com visitas e verificação de documentos e instalação. Isso não deixa de ser feito, mas a fiscalização remota vem para somar. Nossa equipe ganha tempo e consegue averiguar mais casos. Outra vantagem, além da maior eficiência e rapidez, é a abrangência, já que é possível fazer uma varredura pelo Estado a partir da sede do Detran-SP”, diz Eric Wetter, diretor de Gestão e Regulação. |







