Dia dos Avós alerta para risco crescente de quedas entre idosos: mais de 11 mil mortes em um ano

  Especialista propõe medidas práticas para evitar acidentes e melhorar o bem-estar da população idosa

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Minas Gerais – Julho de 2025 – Com o Dia dos Avós (26 de julho) se aproximando, é fundamental voltar a atenção para a segurança e o bem-estar dos idosos. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde aponta que, entre 2023 e 2024, 11.801 idosos perderam a vida em acidentes dentro de casa, sendo as quedas a principal causa.

Os tipos mais comuns de acidentes incluem quedas no mesmo nível (4.813 óbitos), escorregões ou tropeços (2.537) e caídas sem especificação (902). Além das fatalidades, esses casos sobrecarregam o sistema de saúde: entre 2023 e março de 2025, 328.355 pessoas com 65 anos ou mais foram internadas por causas relacionadas a tombos.

Para entender melhor as causas e propor soluções, uma pesquisa foi conduzida pelo professor do curso de Medicina da FMIT Afya, Dr Luciano Magalhães Vitorino, em parceria com o Centro Universitário Ages (BA). O estudo avaliou as condições de 400 idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde e identificou que 20% dos participantes relataram ter sofrido quedas no último ano.

Segundo o professor e pesquisador Luciano Vitorino, o declínio na  percepção de equilíbrio do idoso é resultado, além do avançar da idade, de hábitos não saudáveis e antissociais. “O idoso deve realizar exercícios simples, como sentar e levantar da cadeira, simular uma caminhada parado ou levantar os calcanhares com apoio. Essas atividades fortalecem as pernas e os tornozelos, o que melhora o equilíbrio. Além disso, manter o idoso inserido em grupos sociais, como corais, grupos de oração ou trabalhos voluntários, fortalece a autoestima e ajuda a proteger a memória”, esclarece o professor.

A análise revelou fatores de risco significativos que aumentam a probabilidade de quedas entre os idosos. Ser mulher, ter uma percepção negativa da própria saúde, ter passado por internações recentes e apresentar baixa cognição são condições que elevam substancialmente o risco de acidentes. Por outro lado, a pesquisa aponta que uma menor idade oferece maior proteção contra as quedas.

Luciano explica as principais intervenções e acompanhamentos que podem ser realizados em idosos com essas características.“Quando o idoso começa a se sentir mais frágil, desanimado com a própria saúde ou percebe lapsos de memória, é hora de agir com cuidado e carinho, e isso começa na unidade de saúde mais próxima. A principal estratégia é realizar a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), um conjunto de exames e perguntas simples feitos por profissionais da Atenção Primária para entender como anda a visão, a audição, o equilíbrio, o humor, a memória, o uso de medicamentos e a capacidade de fazer tarefas do dia a dia. Com base nisso, é possível montar um plano de cuidados personalizado.”

Segundo o docente da FMIT Afya, prevenir quedas é possível com atitudes simples que fazem grande diferença no dia a dia, sendo a principal delas a prática regular de exercícios que fortalecem o corpo e o equilíbrio, como caminhada, musculação leve, dança ou Tai Chi.

Adaptações no ambiente doméstico

O especialista ressalta a importância de adaptar o ambiente doméstico para prevenir acidentes, como instalar barras de apoio no banheiro; retirar tapetes soltos; melhorar a iluminação, colocar luz noturna ao lado da cama; fixar corrimãos em ambos os lados da escada; ajustar a altura de camas e sofás (evite os muito macios); usar pisos antiderrapantes; deixar objetos de uso diário ao alcance; remover fios e móveis do caminho; escolher cadeiras com braços firmes; e manter telefone ou campainha acessíveis.“Atenção também para a pressa ao ir ao banheiro, incontinência urinária à noite pode causar quedas graves. Essas medidas simples protegem a mobilidade, evitam quedas e promovem mais segurança e independência dentro de casa”, conclui.

Sobre a Afya  

A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.

 

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