Dia do Riso: por que brincar, rir e aprender podem andar juntos?

Neurocientista explica o impacto do riso como ferramenta pedagógica para facilitar a aprendizagem

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O Dia do Riso é uma oportunidade para refletir sobre a importância do humor, das brincadeiras e das experiências prazerosas para o bem-estar e a aprendizagem. Além de provocar boas risadas, brincar também pode ser uma forma de estimular o cérebro, desenvolver habilidades cognitivas e fortalecer os vínculos sociais.

“O cérebro é um órgão que se adapta e se modifica com a experiência, um conceito conhecido como neuroplasticidade. O treinamento cognitivo e a exposição a novos aprendizados promovem alterações estruturais e funcionais no cérebro, como o surgimento e fortalecimento de sinapses”, explica a neurocientista parceira do Supera – Estimulação Cognitiva, Lívia Ciacci.

Em diferentes fases da vida, brincar e rir podem criar oportunidades para aprender, experimentar novas estratégias e lidar com desafios de maneira mais leve. Segundo a especialista, o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais contribui para ampliar a capacidade de adaptação e de lidar com as adversidades. Nesse contexto, atividades que combinam desafios, interação e diversão podem tornar o aprendizado mais envolvente, sem deixar de lado a intencionalidade dos estímulos.

Brincar também é coisa séria

Quando pensamos em brincadeiras, é comum associá-las apenas ao lazer e ao entretenimento. No entanto, jogos e desafios também podem mobilizar diferentes habilidades mentais, como atenção, memória, raciocínio e flexibilidade cognitiva. O segredo está na atividade proposta e nas habilidades que ela exige, já que nem todo jogo, por si só, promove os mesmos estímulos.

“Ela vem da capacidade de ter autocontrole, de persistir em objetivos de longo prazo, de ter relações interpessoais saudáveis e de se engajar ativamente com a vida”, explica a especialista.

A experiência de brincar também envolve lidar com situações inesperadas, testar possibilidades, respeitar regras e aprender com os erros. Em jogos individuais ou em grupo, a pessoa pode precisar rever uma estratégia, controlar a ansiedade diante de um resultado ou encontrar uma solução diferente para um problema. São oportunidades para exercitar habilidades que fazem parte do cotidiano.

Além disso, rir e compartilhar experiências prazerosas pode favorecer a aproximação entre as pessoas e tornar as atividades coletivas mais acolhedoras. A diversão, nesse sentido, não precisa ser o oposto da aprendizagem: ela pode ajudar a criar um ambiente em que os participantes se sintam motivados a experimentar, persistir e descobrir novas possibilidades.

Estimulaçãocognitiva: aprender pode ser divertido

A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de modificar suas conexões em resposta às experiências e aos aprendizados. Por isso, a prática de atividades que propõem desafios adequados e variados pode contribuir para o desenvolvimento de habilidades cognitivas ao longo da vida.

De acordo com Lívia Ciacci, atividades que estimulam o desenvolvimento intencional de habilidades cognitivas e socioemocionais, assim como a metacognição — o pensamento sobre como pensamos —, podem ajudar a ampliar o repertório de estratégias utilizado diante de diferentes situações.

A pedagoga especialista em neuroaprendizagem Patrícia Lessa explica que atividades como o ábaco, os exercícios cognitivos, os jogos de tabuleiro e as dinâmicas em grupo são importantes para trabalhar funções executivas, como o raciocínio lógico, a memória de trabalho e a flexibilidade cognitiva.

“No Supera, por exemplo, estimulamos atitudes como a curiosidade e a criatividade, e ensinamos a lidar com emoções como a frustração e o estresse. Ao fortalecermos essas competências, ajudamos nossos alunos a se tornarem mais resilientes, com uma maior capacidade de se adaptar e de se sentir realizadas, mesmo diante de desafios”.

Assim, o Dia do Riso também pode ser um convite para redescobrir o valor das brincadeiras em todas as idades. Entre risadas, desafios e descobertas, aprender pode se tornar uma experiência mais leve, participativa e significativa. Afinal, brincar não é apenas uma atividade da infância: é uma maneira de explorar possibilidades, exercitar habilidades e manter a curiosidade ativa ao longo da vida.

Sobre o Supera?

O Supera é uma empresa educacional de estimulação cognitiva brasileira, sediada em São José dos Campos e com mais de 250 unidades em todo território nacional. Fundada há 20 anos, possui metodologia pioneira, validada por estudo científico conduzido por pesquisadores da USP, responsável por desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais fundamentais para a vida diária de crianças, adolescentes, adultos e idosos. O método oferece atividades variadas, que envolvem novidades e desafios, adequadas às diferentes faixas etárias.

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