Influenza não é “gripe qualquer”: especialista alerta para riscos durante o inverno

| Com a chegada do inverno e o aumento da circulação de vírus respiratórios, cresce também o número de casos de influenza. Apesar de muitas pessoas tratarem a doença como um simples “ resfriado forte”, o quadro pode evoluir para complicações graves, especialmente em idosos, crianças, gestantes e pacientes com doenças crônicas.
A circulação do vírus da influenza tem aumentado antes mesmo da chegada do inverno. Em 2026, o Brasil registrou mais de 3,5 mil casos de influenza nos primeiros meses do ano, um crescimento de 95% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o infectologista Dr. Fabricio R. Torres de Carvalho, a influenza costuma provocar sintomas mais intensos do que um resfriado comum, o que é chamado frequentemente de Gripe, incluindo febre alta, dores no corpo, cansaço importante e mal-estar generalizado. “A influenza pode levar a complicações como pneumonia e insuficiência respiratória, principalmente nos grupos de maior risco. Por isso, é importante ficar atento aos sinais de alerta e buscar avaliação médica quando houver falta de ar, febre persistente ou piora dos sintomas”, explica. O especialista também reforça que antibióticos não são indicados para tratar a doença. Apesar da possibilidade da doença se complicar com infecções bacterianas em suas fases posteriores, não se deve usar antibióticos de forma rotineira, especialmente nas fases iniciais da doença. “A influenza é causada por um vírus. O uso inadequado de antibióticos não acelera a recuperação e ainda contribui para a resistência bacteriana”, destaca Carvalho. A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação anual, além de medidas como higienização das mãos e cuidados com ambientes fechados e pouco ventilados. “Muitas pessoas ainda subestimam a gripe, mas a vacina é uma ferramenta segura e eficaz para reduzir o risco de casos graves e internações”, conclui o médico.
Dr. Fabricio R. Torres de Carvalho é médico pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência em Infectologia no Instituto Emílio Ribas e doutorado em Ciências Médicas pela USP. Atua em hospitais como Albert Einstein e AC Camargo Cancer Center. |








