Clubes de futebol terão mais impostos com a Reforma Tributária

A tributação sobre os valores pagos à pessoa jurídica de um atleta saltará dos atuais 3,65% para mais de 35%

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O novo modelo tributário substitui PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por um único imposto, o IVA dual (IBS + CBS). Ou seja: em vez de uma cobrança em cascata, as empresas passam a receber de volta, em forma de crédito, o imposto pago na etapa anterior de uma compra ou serviço. Na prática, funciona como um “vale-desconto” automático — toda vez que um clube adquire um produto ou serviço, o imposto embutido naquela compra vira crédito para abater o que ele deve sobre suas próprias receitas.

Mas os impactos vão além dos contratos de imagem e afetam de formas diferentes clubes-associação e SAFs.

Os clubes organizados como associações sem fins lucrativos, hoje isentos de vários tributos federais, passarão a ser taxados em 10,6% sobre receitas como patrocínios e bilheteria — uma despesa totalmente nova para o caixa. Já as SAFs continuarão com regime específico, mas verão o imposto sobre a receita subir dos atuais 4% para 8,5% até 2033. Com limitações para aproveitamento de créditos fiscais, operações como a compra de jogadores no mercado nacional se tornarão mais caras em comparação com transferências para o exterior, que permanecem isentas.

Para Marcos Tadeu Jr, CEO da Invent Software, empresa especializada em automação fiscal, os clubes precisam agir agora. “A gestão fiscal deixará de ser apenas sobre pagar impostos e passará a ser sobre gerenciar créditos em tempo real”, destaca. “Quem não tiver a tecnologia adequada para fazer esse controle de forma automática e precisa, corre o risco de perder dinheiro, seja por pagar mais imposto que o devido ou por não recuperar créditos a que tem direito”, completa.

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